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Sobre o XtremeGourmet 2.0

Este projeto nasce de uma sinergia entre a indústria e a academia, com vista a desenvolver produtos inovadores, mais sustentáveis e saudáveis. Para tal, temos dois objectivos principais: introduzir ao cultivo três novas espécies de halófitas de interesse gastronómico e avaliar o impacto da substituição parcial de sódio por magnésio em três espécies já comercializadas, na qualidade agronómica, nutricional e organolética das plantas produzidas.

Da Salina ao Sabor


Novas espécies de halófitas

Todas as novas espécies incluídas no projeto já são reportadas como edíveis e cultiváveis, pelo menos à escala laboratorial, até á data. Para além disso, são muito procuradas em países do Norte da Europa.

Salicornia
bigelovii

Semelhante a Salicornia ramosissima, mas aparenta ter melhor performance agronómica e, talvez, bioquímica.

Atriplex portulacoides

Também conhecido como Beldroega-do-mar, as folhas são ricas em proteína, ácidos gordos polinsaturados e micronutrientes.

Tripolium pannonicum

Folhas jovens ricas em compostos fenólicos com propriedades antioxidantes, antibacterianas e anti-inflamatórias.

Como trazê-las destes ambientes salinos e torná-las em um novo produto?

Tal como no projeto anterior, vamos obter material vegetal das novas espécies, no selvagem ou através de fornecedores , e adaptar ao sistema de cultivo sem solo, otimizando as suas condições de cultivo (e.g, salinidade). Este processo vai ser guiado pela sua performance agronómica, nutricional e organolética e prevemos que produção destas espécies inovadoras evolua de TRL 4 até TRL9 no decorrer do projeto.

Menos sódio, mais saúde


Halófitas magnésicas

O sabor naturalmente salgado destas plantas, que é altamente apreciado, é uma consequência do seu teor de sódio. No entanto, embora este seja menor que o do sal de cozinha, é superior ao de outros vegetais, limitando o seu consumo.

Salicornia
ramosissima (Salicornia)

Crocante, saborosa, nem fibrosa nem amarga, e pode ser consumida crua ou confecionada. Rica em proteína, fibra, vit. B6 e E, manganês, crómio, e é fonte de zinco. Contém β‑caroteno, luteína, fenóis, flavonoides e taninos.

Mesembryanthemum nodiflorum
(Rossio)

Vegetal muito decorativo, com um sabor ligeiramente salgado e um toque cítrico e ácido. Rico em vit. B6 e fonte de vitamina C, proteínas, fibra, ferro e manganês.

Disphyma crassifolium (Sea fingers)

Textura crocante, seguida de uma explosão
aquosa, ligeiramente amarga na boca e alguma adstringência residual. Rica em proteína, fibra, vit. B6 e crómio. Contém ß-caroteno e luteína.

Como podemos reduzir o teor de sódio, mantendo as suas características sensoriais?

Estas espécies, já em produção na estufa, serão cultivadas em diferentes percentagens de substituição de sódio por magnésio (20-60%), e a sua performance agronómica e qualidades nutricionais e organoléticas comparadas com as plantas controlo. Prevemos que a produção destas espécies com teor reduzido de sódio evolua de TRL 3 até TRL9 no decorrer do projeto.


O nosso plano de atividades

O projeto está dividido em 23 tarefas distribuídas por 7 atividades, cuidadosamente pensadas para responder aos objectivos propostos em paralelo, e seguem uma abordagem afunilada, do selvagem até ao prato.


Os nossos apoios

Para além do nosso consórcio principais e da equipa de Chefs, contamos com o apoio de várias entidades nos sectores alimentar, gastronómico, biotecnológico, saúde, cosmética e educacional.


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